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   A Síndrome de Rasmussen, também conhecida como Encefalites Focais Crónicas (CFE) ou Encefalite de Rasmussen, é uma desordem neurológica rara e progressiva, caracterizada por ataques epilépticos frequentes e severos, e pela perda das habilidades motoras.

 

   A síndrome de Rasmussen tem como características a atrofia cerebrale da fala, hemiparesia (paralisia em um lado do corpo), encefalites (inflamação do cérebro), demência, e deterioração mental. Esta desordem, que afecta um único hemisfério cerebral, geralmente acontece em crianças com idade inferior aos 10 anos.

 

   Esta síndrome representa uma doença rara que consiste numa reacção inflamatória dos tecidos cerebrais, de modo crónico e lentamente progressivo, cuja sua causa ainda é desconhecida.

 

   Um dos principais sintomas desta doença são as convulsões. Estas são instáveis, assim as drogas contra as mesmas habitualmente utilizadas, não conseguem ter um controle satisfatório dos episódios convulsivos, nem sequer com a utilização de uma combinação de várias drogas.

 

   O melhor tratamento para esta doença é a cirúrgica, feita através da hemisferectomia, ou seja através da remoção do hemisfério cerebral atingido. Quanto mais cedo for detectada a doença, maior é a probabilidade de recuperação do indivíduo. Existem também tratamentos alternativos que podem incluir plasmaferese (a remoção e a recolocação de plasma de sangue), dieta de imunoglobulina, cetogénica intravenosa (carbohidrato gordo, baixo alto), e esteróides.

 

   O prognóstico para os indivíduos com encefalite de Rasmussen a bastante variado. Sem qualquer tipo de tratamento, a desordem pode conduzir a deficits neurológicos severos, que incluem retardamento mental e paralisia. Em algumas cirurgias, os pacientes tiveram o número de convulsões diminuídas. Porém, a maioria dos pacientes acabam com alguma paralisia e deficits de fala.

publicado por doencasneurologicas às 10:57
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comentários:
Meu irmão tem 40 anos e tem essa doenças desde os 5. De acordo com o HC - SP, ele foi o primeiro caso no mundo a ter essa doença. Na época não se sabia o que era e dizem os médicos que ele foi salvo por Deus. Mais tarde o Dr. Rasmussem estudou um pouco sobre essa doença e descobriu que se fizesse a cirurgia, diminuiria as convulsões e talvez diminuiria o progresso da doença. Por isso essa doença se chama Síndrome de Rasmussem. Meu irmão tirou o hemisfério esquerdo, e com o passar do tempo, o hemisfério direito foi assimilando informações e hj ele é cheio de limitações, mas que conseguiu ser alfabetizado. Ele toma remédios como o Tegretol e Gardenal (são como doces para ele, esses remédios não resolvem nada ). Tem épocas que ele é extremamente agressivo, pega faca, tesoura e ameaça matar quem está perto, já chegou a cortar a mão da minha mãe e a furar a mão do meu pai, já me agrediu com socos e tapas e já até chamamos a polícia. Todos da família, mas principalmente meus pais sofrem demasiadamente com esse nervoso dele. Ele é agressivo na rua com estranhos, fala muitos palavrões, é folgado, revoltado, quer mandar e desmandar em todos, espera a pessoa ficar de costas para poder agredir, se tiver vontade faz xixi na rua e mais coisas, adquiriu a falsidade, ele tem 2 caras... Enfim, se ele morresse a paz reinaria na casa dos meus pais. É muito triste dizer isso, que preferiria que a pessoa morresse, mas quem convive com ele sabe o que é a morte, sabe o que é morrer aos poucos !
Falo com precisão pois convivo com ele. OS médico precisam urgentemente prescrever um sedativo super potente. Meus pais estão morrendo aos poucos desde 1979. Há 35 anos sofrendo ao lado de um monstro.
Perdão pelo desabafo. Isso é para saberem que existem pessoas com muito mais dificuldades.
Se quiserem conversar sobre essa doença ou quaquer outra situação, estou disponível no e-mail taty._nunes@hotmail.com
Tatiana nunes a 18 de Fevereiro de 2014 às 14:39

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