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   A Síndrome de Sturge-Weber, às vezes chamada angiomatose encefalotrigeminal, é uma doença congénita, neurológica e extremamente rara, estando também ligada a esta síndrome um problema de pele. Esta síndrome é frequentemente associada a glaucomas, manchas de coloração vinhosa, ataques apoplécticos, retardamento mental, e angioma leptomeningeal ipsilateral.

 

   A Síndrome de Sturge-Weber é diagnosticada após o nascimento, através de ataques apoplécticos acompanhados por uma mancha na testa e na pálpebra superior de um dos lados da face. Esta marca de nascença é causada por uma superabundância de vasos capilares ao redor da filial oftálmica do nervo trigeminal, em baixo da superfície da face, podendo causar o aumento da pressão dentro do olho, podendo estar presente no nascimento ou desenvolver-se mais tarde. Esta elevada pressão dentro do olho pode causar o aumento e inchaço do globo ocular.

 

   Em termos de sintomas neurológicos, ocorrem ataques apoplécticos que começam na infância e podem piorar com idade, e convulsões, que normalmente acontecem no lado do corpo oposto à marca de nascença. Também existe uma má formação de vasos sanguíneos do cérebro, no mesmo lado da cabeça onde se encontra a mancha.

 

   Esta síndrome pode originar fraqueza nos músculos no lado afectado e algumas crianças poderão vir a ter demoras no desenvolvimento e retardamento mental.

 

   A síndrome de Sturge-Weber raramente afecta outros órgãos do corpo.

 

   O tratamento para esta síndrome é sintomático, geralmente recorre-se ao laser para se remover a marca de nascença. Podem ser também usados medicamentos anticonvulsantes para controlar os ataques apoplécticos.

 

   A terapia física deve ser considerada para as crianças com fraqueza de músculo, mas também a terapia educacional, que é prescrita frequentemente para os doentes com retardamento mental, mas não há nenhum tratamento completo para as demoras.

 

   Embora seja possível a marca de nascença e atrofia no córtex cerebral estarem presentes sem sintomas, a maioria das crianças desenvolverá ataques apoplécticos convulsivos durante o primeiro ano de vida. Há uma maior probabilidade de prejuízo intelectual quando os ataques apoplécticos começarem antes dos 2 anos de idade e serão resistentes a tratamentos.

 

publicado por doencasneurologicas às 18:07
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comentários:
Olá, Sérgio. Eu também tenho a síndrome, na verdade, falta a confirmação do meu neuro, mas perante a todos os sintomas, é quase certo que eu tenha. Quando criança, tive alguns ataques, mas minha mãe nunca viu necessidade em procurar um médico, também não era nada frequente, foram uma ou duas vezes. Mas na minha adolescência/juventude, os ataques ficaram super frequentes com determinadas situações, e agora eu comecei um acompanhamento com o neurologista pra tentar resolver esse problema de vez. Então eu gostaria de saber se a remoção que a sua filha faz, é feita pelo sus ou por uma clínica particular, caso seja particular, qual é a tal clínica e a faixa de preços?
Desde já, agradeço a atenção. Abraço!
Joaquim Eduardo a 17 de Agosto de 2017 às 04:22

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